Oficina das tabuadas para professores

Vou fazer 32 anos de magistério neste ano e, confesso, sou apaixonada pela minha profissão. Como professora de cursos de Pedagogia há muito tempo e, também, tendo experiência em escolas desenvolvi várias estratégias para ensinar matemática que gosto de compartilhar.

Pelo conhecimento e experiências que tenho, ministro oficinas de matemática para professores. Os assuntos são os mais variados possíveis envolvendo desde a educação infantil até o ensino médio.

 

Outra habilidade que tenho é o canto. Gosto muito de cantar e, em uma fase passada da minha vida, cantei em coro, estudei música e, também,  regência coral. Quando mais moça regi um coro municipal de crianças em minha cidade natal, Garibaldi,  com o qual fiz belíssimas apresentações.

Hoje não canto mais em coral nem tampouco estudo música, mas não a deixo passar longe da minha sala de aula. Minhas alunas de Pedagogia costumam dizer que eu devia também dar aula de musicalização porque lhes ensino muitas atividades musicais e que também desenvolvem o raciocínio lógico-matemático.

Bem, aliando esses dois talentos, matemática e música, desenvolvi a oficina para professores  “Ensinando as tabuadas através de músicas e jogos“. Nela, ensino as músicas do meu CD “Tabuadas Cantadas em Roda” e, também, jogos bem legais para auxiliar a garotada a memorizar as tabuadas da multiplicação. A oficina tem duração de 4 horas.

Aliás, o CD foi gravado por mim e por minha irmã Rosangela, que também é professora e ministra oficinas de musicalização. Para maiores informações sobre o CD, acesse os artigos Ensinando as tabuadas com música e Como decorar as tabuadas.

Na oficina das tabuadas que ministro, os professores ganham o CD e aprendem como tornar as músicas mais interessantes para os alunos. Para cada música proponho algo diferente: coreografia, dança, roda, percussão corporal ou acompanhamento por instrumentos simples como, por exemplo, clavas confeccionadas com pedaços de cabo de vassoura.

As diferentes formas de acompanhamento têm dois objetivos: tornar a música atrativa para as crianças e estimular a repetição da letra inúmeras vezes. Sim, porque quanto mais repetição, mais memorização! A gurizada acaba gostando tanto da atividade associada à música, e quer repetir, repetir e repetir para que tudo fique em sintonia.

E aí está o pulo do gato! Aprender as músicas das tabuadas torna-se divertido, engraçado, interessante e prazeroso. As músicas ficam tão bonitas que podem até ser apresentadas em reuniões de pais ou festividades escolares.

Muitas pessoas pensam que apenas as crianças do ensino fundamental 1 podem querer aprender as músicas das tabuadas. Engano! Trabalho com um grupo de meninos pré-adolescentes de 12 a 17 anos, muitos em situações de vulnerabilidade social, e lhes ensino as tabuadas utilizando as mesmas letras das músicas, porém em forma de rap.

Eles criam os ritmos e as batidas utilizando o corpo ou instrumentos e repetem as letras das Tabuadas Cantadas em Roda em forma de rap. Um verdadeiro sucesso!

Quanto aos jogos, ensino propostas diferentes das conhecidas e que fazem a a galera vibrar. Geralmente faço competição entre os participantes a partir das atividades que apresento e a gurizada participa com atenção, disposição e muita alegria.

Bem, caso tenha interesse em promover em sua cidade a oficina “Ensinando as tabuadas com músicas e jogos” entre em contato comigo pelo e-mail ensinandomatemat@gmail.com. A duração da atividade é de aproximadamente quatro horas. Terei prazer em ensinar algo em que acredito e que dá resultado!

 

 

Jogo do Nunca

Jogo do Nunca

Os Jogos do Nunca têm como objetivo trabalhar o princípio de agrupamento de quantidades em diferentes bases para que a criança compreenda o sistema de numeração decimal.

O trabalho com agrupamentos e trocas leva os alunos à noção de base de um sistema de numeração. A base  é o número que indica como são feitos os agrupamentos nesse sistema.

Assim, como um dos princípios do sistema de numeração decimal é o de agrupamentos e trocas, é importante experimentar esse princípio em várias bases para compreendê-lo, em particular, na base dez. Ler mais

Mão Iluminada: uma atividade interdisciplinar

Mão Iluminada: uma atividade interdisciplinar

Como cativar os estudantes do ensino médio para as áreas exatas?

Foi essa pergunta que motivou um grupo de professores e técnicos da UCS – Campus de Bento Gonçalves, a pensar em uma atividade instigante, prazerosa, investigativa e criativa que pudesse promover um “encantamento” e, também, despertar o interesse dos adolescentes pelos estudos e pelas áreas exatas em geral.

Uma atividade bem no estilo “mão na massa“, com certeza chamaria a atenção dos alunos!

E foi assim que surgiu a Mão Iluminada: uma mão de poliuretano com leds instalados nos dedos, construída em laboratórios de química e engenharia. Ler mais

Aula de exercícios animada pelo jogo de poker

Aula de exercícios animada pelo jogo de poker

Nas aulas de matemática, em geral,  é necessário propor aos alunos a realização de exercícios de fixação e o sucesso da aprendizagem está relacionado com a compreensão e resolução de tais exercícios.

Porém, os estudantes acham muito chatas aquelas listas intermináveis de exercícios. E eles têm razão! As aulas tornam-se enfadonhas quando a dinâmica do professor é apenas baseada em quadro, livro, pincel e listas de exercícios.

É preciso encontrar formas para tornar os tais exercícios divertidos! Eu utilizo um jogo de poker com algumas regras criadas por mim e tenho obtido ótimos resultados.

Vou explicar para você como funciona esta estratégia.

Antes de mais nada, quero lhe contar que já utilizei esta técnica com turmas de ensino fundamental, ensino médio e, também, em cursos superiores de engenharia. Todas as turmas gostaram, participaram e até vibraram com o jogo. No final das aulas, os estudantes saíram bem satisfeitos pois fizeram uma atividade diferente e aprenderam bastante!

Bem, em primeiro lugar escolho um conteúdo qualquer que desejo fixar. Depois, preparo as questões em um PowerPoint, sendo uma questão em cada slide.

Na figura abaixo estão alguns slides que utilizo nas aulas de Álgebra Linear, em cursos de Engenharia.

Após a elaboração dos slides, é necessário providenciar as moedas para o jogo.

Na imagem abaixo mostro as moedas que utilizo: são fichas plásticas coloridas adquiridas em lojas de brinquedos. Outra opção é confeccionar as fichas em EVA.

 

Eu utilizo fichas de mesma cor e, para uma sala de 50 alunos organizados em trios, são necessárias em torno de 200 fichas.

A turma é dividida em pequenos grupos de três ou quatro pessoas. Para turmas pequenas (20 a 30 alunos) podem ser formadas duplas. É muito importante que o trabalho seja feito em grupos para promover a troca de ideias e a discussão que enriquecem o aprendizado.

Estando os grupos formados explico as regras do jogo:

1 – Cada grupo receberá 5 fichas.

2 – Em cada rodada será apresentado um exercício em PowerPoint para a turma toda e será escolhido um grupo para fazer a aposta inicial. Este grupo será chamado de “grupo-dealer” que deverá apostar 1, 2 ou 3 fichas, no máximo.

3- O grupo-dealer deverá fazer a aposta imediatamente após a leitura do exercício.

4 – Os demais grupos poderão fazer a mesma aposta que o dealer, dobrar a aposta ou desistir. Serão permitidas apenas três desistências durante toda a atividade.

5- Todas as apostas deverão ser colocadas em local de destaque na mesa do grupo.

6 – Após todos os grupos apostarem, o grupo dealer poderá dobrar a aposta, se quiser.

7 – Os grupos terão 5 minutos cronometrados para a resolução do exercício. É permitida a consulta nos materiais dos alunos.

8 – Após o tempo estabelecido, o professor passará em cada grupo e analisará a resolução. Se a resposta estiver correta, o grupo receberá tantas moedas quantas apostou; caso contrário,  perderá as moedas apostadas. Nenhum grupo poderá falar em voz alta sua resposta para evitar que os demais grupos reformulem suas resoluções.

9 – O jogo prossegue com uma nova questão  apresentada e outro grupo-dealer escolhido para fazer a aposta inicial.

10 – Na última questão, cada grupo poderá apostar quantas fichas quiser e, após a correção, vencerá o grupo que tiver juntado mais fichas.

O jogo é muito emocionante e o fato de fazer apostas entusiasma os estudantes!

É de suma importância, em algum momento,  resolver com a classe as questões apresentadas. Poderá ser imediatamente após a correção de cada exercício ou ao final do jogo.

Eu resolvo e explico no quadro cada questão logo após a correção feita nos grupos.

 

Os alunos são muitos receptivos e participam com satisfação da atividade.

 

O final do jogo é sempre muito emocionante pois os grupos normalmente apostam todas as fichas que conseguiram juntar até aquele momento. Então os grupos que que errarem a última questão perdem tudo!

Costumo premiar o grupo vencedor, ou os grupos vencedores caso haja empate. A premiação pode ser alguns décimos na nota da disciplina ou, até mesmo, uma caixa de bombons que é repartida entre os componentes.

Este jogo aplicado nas aulas de matemática ou de qualquer outro componente curricular é sucesso garantido!

 

 

Como decorar as tabuadas!

Como decorar as tabuadas!

Professores e pais travam uma verdadeira batalha para auxiliar as crianças na memorização das tabuadas! Todo e qualquer recurso que apresente a mínima possibilidade para ajudar nessa empreitada é utilizado: repetição das frases multiplicativas oralmente ou por escrito; dominós, memória e outros diversos jogos; músicas, etc.

As crianças, normalmente, não gostam de “gastar” o tempo de lazer e brincadeiras para estudar as tabuadas. Elas acham enfadonho e sem graça repetir, repetir e repetir. Ler mais

Como ensinar a conta de vezes

Como ensinar a conta de vezes

Professor, vamos partir do princípio que as tabuadas já foram construídas e que os alunos estão resolvendo situações-problema que envolvem as diferentes ideias da multiplicação.

Queremos, agora, ensinar a operação de multiplicação com significado! Para tanto, vamos nos munir de alguns materiais, tais como: palitos de picolé, atilhos (elásticos de dinheiro), material dourado, QVL (quadro valor do lugar), folhas quadriculadas e lápis de cor. Ler mais

Função do 1º grau com o Desmos

Um amigo me apresentou o Desmos para a construção de gráficos e eu achei-o muito interessante!

A princípio, não tive curiosidade em explorar o Desmos, pois já utilizava o Winplot e outros softwares em sala de aula e para a realização de trabalhos. Mas, passado algum tempo, resolvi conhecer o Desmos e me encantei.

Então, desenvolvi algumas estratégias para o ensino de funções que quero compartilhar com você! Ler mais

Transformações lineares Planas

Aplicações dos conteúdos estudados são sempre bem vindos! Ao estudar transformações lineares planas, uma boa ideia é solicitar aos estudantes dos cursos das áreas exatas, a criação de figuras planas e algumas transformações das mesmas.

Essa experiência de trabalho já venho desenvolvendo há alguns anos no Campus da UCS de Bento Gonçalves. A cada semestre, solicito projetos de trabalho a partir de um tema escolhido por mim ou pela turma. Os resultados são fantásticos!

Além de compreender o conteúdo e visualizar uma aplicação bem interessante, os alunos aprendem a utilizar comandos básicos do Matlab e conhecem um pouco mais esse poderoso software. Ler mais

Jogos para memorizar as tabuadas

Jogos para memorizar as tabuadas

Os alunos, normalmente, não sabem as tabuadas de multiplicação de cor e esse fato prejudica, em muito, o aprendizado da matemática e a agilidade nos cálculos.

Há, todavia, vários recursos que o professor pode utilizar, em sala de aula, para auxiliar na memorização das tabuadas, tais como, jogos e músicas.

No artigo “Ensinando as tabuadas com música” mostro a vocês, pais ou professores, como é fácil garantir a aprendizagem das tabuadas a partir de músicas cujas melodias são cantigas de roda.

Neste artigo, apresento-lhes vários jogos bem legais para aplicar em sala de aula ou para brincar em casa. Todos eles têm a vantagem de prender a atenção das crianças e favorecer o aprendizado das tabuadas. Ler mais

Compreendendo volumes

Compreendendo volumes

De acordo com o dicionário, volume de um corpo é o espaço ocupado por ele. Para medir este espaço utilizam-se unidades de medidas de volume, tais como, metro cúbico, decímetro cúbico e centímetro cúbico.

Para auxiliar os alunos a compreenderem estas noções é importante propor diferentes atividades práticas, tais como as que vou sugerir em seguida. Ler mais